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Meu Ídolo Partiu

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira

Independente do que fez com sua saúde, foi meu ídolo, ídolo de minha geração e de outras que vieram a seguir. Defendeu o Brasil por 2 vezes, 1982-1986.
Lembro-me dele em uma das Copas do Mundo, revoltado, muito zangado mesmo, pois ao invés do Hino Nacional, na abertura do jogo, tocaram o Hino à Bandeira ou outro Hino que nem sei qual foi, ele na sua maneira irreverente fez o seu protesto no jogo seguinte, entrou em campo com uma faixa na teste, coisa não usada por homens naquela época, faixa que se tornou um de seus símbolos, fez isso em defesa do seu país, pois sempre fez questão de dizer do seu orgulho e que trazia até no sobrenome a alegria de ser Brasileiro.
De língua afiada, respostas prontas e seguras, sem meias palavras, esse era o Sócrates.
Muitos se lembrarão apenas do pênalti desperdiçado contra a França, na decisão que desclassificou o Brasil na Copa do Mundo de 1986.
Irão se esquecer das Diretas Já, da Democracia Corinthiana, de suas batalhas por um Brasil melhor.
Eu não esqueci.

Lá se vai meu "revolucionário esportivo", original, verdadeiro.
Com ele vai a lágrima de uma Nação de Loucos e por que não dizer de Não Loucos também.